Esdras e Neemias combatem o casamento misto.

Lição 12 – Esdras e Neemias combatem o casamento misto
Texto Áureo: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14)
Leitura Bíblica em Classe: Esdras 9.1-4; Neemias 13.23-26; 9.38; 10.1,29,30

Introdução: Israel foi um povo que tinha as promessas de Deus em vários sentidos, tanto materiais, físicos e espirituais, mas com tudo isso, sempre se revelou como um povo de dura cerviz. O que preservou a identidade e a linhagem desse povo é que em seu meio, sempre tinha os fiéis remanescentes, que seguiam com obediência às leis, mantendo-se puros como povo de Deus. Muitos que retornaram do exílio babilônico, evidentemente não todos deixaram de preservar a sua linhagem e, em descumprimento a lei, se uniram com mulheres cananéias, as quais viviam no paganismo. Esse foi um problema que precisou ser combatido com rigor, por Esdras e Neemias, que obrigaram todos os que se deram a isso, a se separarem das mulheres pagãs, pois era uma prática que influenciaria desastrosamente os planos de Deus, quanto a restauração total em Jerusalém. 

 1. O casamento misto é algo repreensível, pois é uma transgressão a Palavra de Deus.
Esdras 9.1 – Acabadas, pois, estas coisas, chegaram-se a mim os príncipes, dizendo: O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se têm separado dos povos destas terras, seguindo as abominações dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus, Esdras 9.2 – porque tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a semente santa com os povos destas terras, e até a mão dos príncipes e magistrados foi a primeira nesta transgressão.
Os setenta anos de cativeiro, sem generalizar, não mudaram a mentalidade dos judeus no sentido da obediência às leis mosaicas. É verdade que a maioria que retornou a Jerusalém, eram os nascidos no cativeiro, os quais ainda vinham com influências daquele lugar pagão. A maioria do povo que retornou do cativeiro era composta de homens, pois muitas mulheres solteiras optaram por não retornar a Jerusalém. Nesse caso, a falta de mulheres judias em Jerusalém fez com que muitos homens judeus, incluindo sacerdotes e levitas fossem procurar mulheres no meio pagão, para se casarem.  Israel levados pelos assírios foram forçados a se casarem com os pagãos, tanto os homens, como as mulheres perdendo assim a identificação de um povo puro, o que originou os samaritanos. Nesse caso eles não estavam descumprindo a lei, porque foram forçados a isso pelos assírios, mas no caso dos judeus em Jerusalém, eles estavam se casando com mulheres pagãs sem serem forçados e, isso era uma transgressão a lei mosaica.
2. O casamento misto causa consternação em quem conduz o povo pelas escrituras.
Esdras 9.3 – E, ouvindo eu tal coisa, rasguei a minha veste e o meu manto, e arranquei os cabelos da minha cabeça e da minha barba, e me assentei atônito. Esdras 9.4 – Então, se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do Deus de Israel, por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu me fiquei assentado atônito até ao sacrifício da tarde.
Esdras ao tomar conhecimento de que os judeus estavam se casando com mulheres pagãs ficou extremamente consternado e indignado com a falta de temor do povo em transgredir a lei de Moisés. A atitude de Esdras foi primeiramente se humilhar na presença do Senhor demonstrando uma tristeza profunda pelo que estava acontecendo. Esdras tinha a autoridade divina para tomar providências enérgicas com os transgressores da lei, tal como expulsá-los da comunidade, confiscar bens, ou até mesmo ordenar a execução de todos eles. Mas Esdras era um homem de oração e foi buscar em Deus a direção a qual deveria tomar em relação aos transgressores, pois ele desejava o melhor para o seu povo e não queria chegar aos extremos. Esdras providenciou para que eles se conscientizassem da consequência da transgressão que estavam cometendo, para que se arrependessem e se apartassem dessas mulheres. Esdras não os forçou ou obrigou a separarem-se das mulheres pagãs, mas os ensinou pela palavra a gravidade dos seus erros.
3. O casamento misto teve um retrospecto nocivo para Israel e estava sendo repetido.
Neemias 13.23 – Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. Neemias 13.24 – E seus filhos falavam meio asdodita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo. Neemias 13.25 – E contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos. Neemias 13.26 – Porventura, não pecou nisso Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei semelhante a ele, e sendo amado de seu Deus, e pondo-o Deus rei sobre todo o Israel? E, contudo, as mulheres estranhas o fizeram pecar.
Neemias nessa mesma questão, não teve o mesmo comportamento pacífico de Esdras, pois usou de certa violência para com os transgressores ao ponto de espancá-los, dada a sua revolta pelo que estava acontecendo. Neemias cita o mau exemplo do rei Salomão em relação ao casamento misto. E Salomão exagerou nisso, pois teve seiscentas esposas e quatrocentas concubinas, na sua maioria, mulheres pagãs, o que o levou de certa forma a acompanhar as suas esposas na adoração ao ídolos.
4. O casamento misto foi repudiado com rigor por Neemias, por quebra de acordo selado.
Neemias 9.38 – E, com tudo isso, fizemos um firme concerto e o escrevemos; e selaram-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes. Neemias 10.1 – E os que selaram foram Neemias, o tirsata, filho de Hacalias, e Zedequias, Neemias 10.29 – firmemente aderiram a seus irmãos, os mais nobres de entre eles, e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na Lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos; Neemias 10.30 – e que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos;
A indignação de Neemias, é que havia um acordo selados com todos os oficiais no sentido do cumprimento irrestrito concernente a lei de Deus, acordo esse, que não estava sendo cumprido por eles. Temos visto em nossos tempos, tanto pastores, como também membros de comunidades cristãs, se misturando com filhos do mundo. O casamento misto tanto era prejudicial para os judeus daquele tempo, como também é prejudicial em nossos tempos e isso a igreja compreender para não seguir esses maus exemplos.
5. O casamento misto na igreja é gravíssimo, pois envolve a união do santo e o profano.
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14)
É preocupante essa prática de casamento misto que acontece em nossos tempos na igreja de Cristo.  A bíblia é explícita na questão do casamento misto, para que não haja mistura de crentes com descrentes na união conjugal, no sentido de não estar em um jugo desigual. Isso é um grande erro, pois a união do santo com o profano, pode redundar em caminhos dolorosos e prejudiciais. A união conjugal da nova criatura com a velha criatura, envolve uma chance maior da velha criatura prevalecer levando a nova criatura a se envolver, nos seus pecados, até mesmo forçando a isso. A pressa de de um irmão ou uma irmã em conseguir um marido, ou uma mulher tem levado muitos a um final trágico. Quer casar com alguém?, então nunca se envolva com alguém do mundo e sim com alguém do seu meio e sempre buscando em Deus a direção para isso. Um jugo desigual, seria como tentar unir a justiça com a injustiça, a luz com as trevas. Um crente é um espírito vivificado e não deve se unir com um espírito mortificado, pois um vivo não pode casar com um morto. Você é de Cristo e o descrente é de Belial, e Cristo e Belial são opostos e estão em completo desacordo. Não procure alguém para casar pela sua aparência, pois normalmente a primeira intenção é querer alguém formoso, ou formosa de aparência, mas o interior é horrível. O homem e a mulher que procura alguém vê a aparência física, porém Deus vê o coração, desse modo, não se apresse, e deixa Deus te preparar o melhor. 

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

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